Resenha: Como eu era Antes de Você


"Lou Clark sabe uma porção de coisas. Ela sabe quantos passos separam sua casa do ponto de ônibus. Sabe que adora trabalhar como atendente em um café e sabe que provavelmente não ama seu namorado, Patrick.
O que Lou não sabe é que está prestes a perder o emprego, e que isso a obrigará a repensar toda sua vida.
Wiil Traynor, por usa vez, sabe que o acidente com a motocicleta tirou dele a vontade de viver. Ele sabe que o mundo agora parece pequeno e sem graça, e sabe exatamente como vai dar um fim a tudo isso.
O que Will não sabe é que a chegada de Lou vai trazer de volta a cor à sua vida. E nenhum deles desconfia de que esse encontro irá mudar para sempre a história dos dois."


Oooi gente, tudo bom?? Como vocês viram no vídeo que fiz falando sobre os livros que eu tinha comprado, Como Eu Era Antes de você foi uma compra impulsiva kkkkkk.
Vi pelo Facebook, fotos do filme, e vi que quem faria o Will(embora na época eu não fazia a menor ideia de quem o Will era) seria o Sam Lindo Maravilhoso Claflin. Foi então que eu decidi que teria que assistir o filme. Vi também que o filme seria baseado em um livro.
Eu já li muitos comentários sobre essa autora, muitas pessoas gostam dos seus livros e gostam de Como eu Era Antes de Você, então quando chegou a hora de fazer minhas comprinhas, coloquei ele no carrinho.
E gente, esse livro é encantador!
Lou é uma personagem super carismática, adora conversar e usar combinações de roupas que bem, não combinam kkkkk.
Quando o café onde ela trabalha como garçonete fecha as portas, ela fica desolada. É a pessoa que mais contribui para a renda da casa. A irmã trancou a faculdade depois que engravidou, agora se divide entre o trabalho e o filho. A mãe passa o dia inteiro cuidando das tarefas de casa, é uma mulher que não consegue ficar parada um minuto.O avô está doente. O pai passa os dias temendo ser despedido.
É por isso que no dia seguinte, ela corre para o Centro de Trabalho, para conseguir um novo emprego, porém as opções são mínimas para uma pessoa como ela, que só teve um único emprego em toda vida e nunca fez uma faculdade.
Até que depois de algumas frustrações, ela aceita fazer uma entrevista para ser cuidadora de um tetraplégico.
Mesmo não fazendo a sua melhor entrevista, e até pagando um mico, ela é contratada (para a surpresa de todos, inclusive dela) por seis meses para fazer companhia à Will.
Só que Will não é uma pessoa fácil de lidar. É super arrogante e está sempre criticando as atitudes da Lou.
Porém, com o tempo eles vão se entendendo, ela vai aprendendo suas necessidades, quando está mais falante e quando não está, quando está sentindo dor, e a relação que os dois criam é muito fofa.
O incrível deste livro, além de você acompanhar a história da Lou, é que ele te faz pensar muitas coisas, e se colocar no lugar do Will e das pessoas que tem tetraplegia.
Num primeiro momento, eu, assim como a Lou recriminava um pouco esse jeito do Will, mas assim que você começa a ver como os dias do Will passam, não tem como não ver as coisas pelo ponto de vista dele, e até entender um pouco o motivo de tanta arrogância.
Claro, que ninguém deve maltratar os outros, mas esse tipo de coisa muda as pessoas. Imagina você receber a notícia de que a partir de hoje a única coisa que você vai conseguir mexer é a cabeça, e no caso do Will, os dedos da mão, depender de todos para tudo. Ler, escrever, comer, se locomover e fazer suas necessidades.
Fazendo visitas rotineiras ao hospital para fazer exames, ou tratar outras doenças que acabam se aproveitando do seu organismo debilitado. E a dor constante.
Eu não iria estar alegre todos os dias, eu não iria querer sair de casa. Por falar em sair, o livro te abre os olhos para uma coisa que até sabemos, mas que como não necessitamos, acabando deixando arquivado no nosso subconsciente, a má qualidade das ruas.
Fui ao mercado com minha mãe uns no dia seguinte após ter terminado o livro, e não tive como não reparar em como as calçadas de onde eu moro são horríveis e causariam um tremendo transtorno para um cadeirante!! Algumas são difíceis até para mim, que não uso cadeira de rodas, pois são inclinadas demais, você tem que andar toda torta. Fora que algumas são mais altas do que outras.
Eu não poderia trabalhar, o que aqui em casa seria um problema, já que não tenho todo o dinheiro que o Will tem. Eu iria ter que ver minha família gastando o dinheiro que não tem com medicamentos.
A Lou também fica sabendo que a presença dela ali é muito mais importante do que ela pensava, e então começa uma luta constante para realizar uma missão que eu não vou contar porque tenho medo de que seja spoiler.
O final foi completamente diferente do que eu imaginava, principalmente porque fiquei sabendo que tem uma continuação, então tinha criado um final totalmente diferente na minha cabeça. Mas não deixou de ser perfeito.
Foi um livro muito lindo, doce e que te traz a consciência de que existem pessoas com uma realidade completamente diferente da sua, passando por coisas que você nunca imagina ou está preparado para passar.
Estou muito ansiosa para o filme, tenho certeza de que vai ser tão tocante quanto foi o livro.
Ah, e antes que eu me esqueça:  Happy Valentines Day!!!!
Beijinhos e até a próxima!!
                                                                                                                     -Fê.

Entrevista com Ava Dellaira

Oi gente!

Hoje o post vai ser bem especial pra mim, pois tive a chance de conversar um pouco com a escritora americana Ava Dellaira, autora do livro “cartas de amor aos mortos”, publicado aqui no Brasil pela editora seguinte. Desde quando eu li o livro, entrei em contato com a escritora e trocamos umas mensagens. Agora nesse começo de ano fiz uma curta entrevista com ela, que me respondeu prontamente, apesar de estar bem compromissada com alguns projetos.




Se você ainda não teve contato com “Cartas de amor aos mortos”, deixarei logo abaixo um vídeo em que a própria Ava manda um recado para os brasileiros, na época em que o livro estava prestes a ser lançado aqui, falando um pouco da sinopse. 



Nessa pequena entrevista, tentei perguntar coisas referentes ao livro dela, artistas que a inspiram de alguma forma, o filme que está por vir e se ela planeja dar uma passadinha pelo Brasil. Confiram agora cinco perguntinhas e o que a Ava me respondeu sobre cada uma delas. ;)

Olá! Eu sou uma grande fã brasileira e em primeiro lugar gostaria de agradecer por aceitar a dar uma entrevista para meu blog. Saiba que estou muito feliz!


1)Seu livro, Cartas de amor aos Mortos, possui uma narrativa tão profunda, que fez vários jovens se identificarem. Como foi que você desenvolveu essa escrita tão intensa?

R: Quando eu estava escrevendo "Carta de Amor aos Mortos", eu tirei várias coisas das minhas próprias memórias da adolescência, minhas amizades e da minha relação com minha irmã mais nova. Eu também tirei bastante inspiração dos romances que eu amo, do meu estudo de poesia e do trabalho de vários músicos, autores e atores para os quais a Laurel escreve. Eu perdi minha mãe alguns anos antes de começar a escrever o livro e assim como as cartas de Laurel ajudaram-na a se curar, acredito que escrever o livro fez o mesmo por mim.

2)Assim como Laurel, muitos jovens usam o meio artístico e musical para se conectar com o mundo. Porém muitos deles também encontram essa conexão através das paginas dos livros. Como é pra você, sendo uma escritora, perceber que seus leitores criaram uma identificação com a sua história, ao ponto de torna-la fonte de inspiração?

R:  É absolutamente incrível! Faz com que eu me sinta muito honrada!

3)A cultura pop está muito presente em cada pagina da sua obra, principalmente citando artistas que já morreram, mas que deixaram vivo um legado musical e pessoal. Entre os cantores e atores de hoje em dia que permanecem vivos, quais deles você acha que transmite uma mensagem profunda a ser refletida?

R: Eu acho que há muitos, muitos artistas incríveis fazendo maravilhosos e relevantes filmes e músicas, são muitos para nomear! Bon Iver, Beach House, Tame Impala, Hozier são alguns dos artistas contemporâneos nas minhas várias playlists de "Carta de Amor aos Mortos". Atualmente eu ando ouvindo Kendrick Lamar.

4)Eu soube que "Cartas de amor aos mortos" em breve vai virar filme. Como está o processo de produção? Já existe alguma previsão da data de lançamento?

R: As coisas continuam seguindo em frente. Agora mesmo o diretor está trabalhando no roteiro com o estúdio, mas esperamos ter novas notícias da produção em breve!

5)Você pretende vir algum dia para o Brasil? Poderia deixar alguma mensagem para seus leitores brasileiros?

R: Sim! Absolutamente. Eu não sei ainda quando vai ser, mas mal posso esperar pra visitar o Brasil e espero conhecer todos vocês lá. Eu lembro de quando eu estava trabalhando no livro. Era apenas eu, os personagens e a tela do computador, sozinhos no meu pequeno apartamento, e eu costumava sonhar que um dia a história se tornaria um livro que poderia alcançar alguém, em algum lugar do mundo a quem ela poderia fazer diferença. Saber que tantos jovens no Brasil abraçaram o livro é além de tornar um sonho realidade, é uma verdadeira honra. Obrigada!

Quando a entrevista já estava finalizada, a Ava me mandou mais uma mensagem privada dizendo:

“Oi Ana! Obrigada por ser tão paciente e também por suas amáveis palavras! Beijos, Ava”.

Fofa, né? Então é isso, pessoal. Amei ter tido a chance de conversar um pouco mais com ela. Para terminar o post quero deixar um agradecimento especial para a minha amiga Stephanie Marie, que me ajudou com as perguntas, mesmo com a vida corrida. Miga, não sei o que seria de mim sem você!

Espero que tenham gostado.

Beijinhos

-Tink


Lugares Escuros by Gillian Flynn



Oii gente, tudo bem?? Infelizmente não pude colocar a música como eu disse no vídeo por conta dos direitos autorais, porém vocês podem escutá-la depois. A música é Innocent da Taylor Swift.

Eu espero que vocês gostem do vídeo e não se esqueçam de se inscrever no canal para mais conteúdos!!!
Beijinhos e até a próxima!!
                                                                                                                                       -Fê.